quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Em alguns módulos, as alunas vestem-se à caráter: princesas reais e fictícias são exemplo (Escola de princesas/divulgacao )


Inaugurada pela pedagoga Nathália, em Uberlândia, há seis meses, onde já passaram 500 alunas e há fila de espera para as próximas turmas, a Escola de princesas possui vários cursos e/ou módulos, indicados para crianças de 4 anos até adolescentes de 15, em turmas divididas por idades. O carro-chefe, é o curso chamado Vida de princesa, com duração de três meses. No programa, as aulas são subdivididas em temas como identidade, etiqueta, castelo, relacionamento, estética e de princesa a rainha. Em síntese, são aplicados conceitos de caráter, ética, moral e autoestima; boas maneiras, postura e comportamento à mesa; limpeza, culinária, lavanderia e prendas domésticas; cuidados de higiene e beleza; comportamento nas redes sociais e até orientação sexual. “Neste curso, que considero a coluna vertebral da minha escola, ficamos por duas semanas em cada módulo. Ensinamos como arrumar o quarto, o guarda-roupa, a fazer malas, a preparar mesas para recepcionar, confeccionar porta-guardanapos, além de culinária, primeiros socorros, orçamento doméstico. O diferencial é que vai muito além dos cursos básicos de boas maneiras”, explica Nathália. A escola também oferece módulos individuais, além de minicursos, workshops e programas personalizados.

                 
Em alguns módulos, as alunas vestem-se à caráter: princesas reais e fictícias são exemplo
Empresária, Fernanda Dias Guimarães Assis conheceu a escola por insistência da filha, Valentina Guimarães Assis, de 11 anos. “Pensei que fosse apenas uma escola de bons modos, para criancinhas, mas apaixonei-me pela proposta. Com o curso de três meses, a Valentina melhorou 70% na questão da organização, pede para arrumar a cozinha, me chama para fazer cupcake e aprendeu o que não deve postar na internet”, aponta. O resultado foi tão positivo que a menina já está matriculada no próximo módulo. Na avaliação da mãe, o investimento de R$ 1,2mil por curso vale a pena. “Trata-se de uma proposta mais moderna, mais avançada em questão de conhecimentos. Penso no futuro, no fato de a Valentina morar fora para fazer faculdade e saber limpar uma casa, fazer a própria comida, lavar a roupa, se virar, para resumir”.

Aprendendo cedo


Com instalações que lembram um castelo de conto de fadas, com direito a usar um figurino especial em alguns momentos - vestido e tiara das princesas de histórias da Disney e dos irmãos Grimm –, as alunas mais novas aprendem desde o básico, como escovar os dentes, até ajudar a mãe nas tarefas domésticas. Já as mais crescidas têm até lições de comportamento na internet. “Meu objetivo é ensinar a aluna a ser independente. Quero deixar a vida dela mais fácil, mas também passar algumas dicas e valores.”

Na aula de maquiagem, por exemplo, a professora ensina que o batom vermelho é da rainha e que a princesa deve usar gloss. Na aula de redes sociais, há lições sobre o que pode ou não ser postado na internet. Tudo com o apoio da linguagem lúdica, baseada no comportamento virtuoso das princesas da vida real ou das histórias infantis. “Aqui em Uberlândia, o índice de adolescentes grávidas é muito alto, em todas as camadas sociais. Então, no módulo de educação sexual, explico que tudo o que fazem tem consequência, que a maternidade é uma etapa da vida da rainha e que as princesas devem casar-se com príncipes e engravidar apenas depois”, conta. Nathália explica ainda que atua a partir das qualidades das princesas. “Ninguém relaciona a figura princesa ao lado negativo. Então, a partir dessas qualidades, chamo as alunas para as responsabilidades, como saber se cuidar, gerenciar ambientes, respeitar as pessoas, e, para, mesmo adultas, jamais perderem a doçura, a feminilidade. Trabalho vários perfis e características de princesas para que, a partir deles, as alunas reconheçam nelas aquilo que precisa ser melhorado. Um exemplo: a criança admite que o quarto é uma bagunça, daí ensino que um dia ela terá o seu castelo e precisará cuidar dele. O segredo é conseguir chegar à linguagem do coração delas”, ensina.
              


Até agora, 80% das alunas matriculadas têm entre 6 e 8 anos. As mais jovens pedem para conhecer a escola, já as mais crescidas geralmente são matriculadas por vontade dos pais. Além de Nathália, formada em pedagogia, a escola conta com a média de 15 funcionários e parceiros, entre palestrantes, psicólogos, nutricionistas, cozinheiras, cabeleireiras, maquiadoras. “Monto as turmas e coordeno tudo, daí distribuo as atividades.”

A pedagoga não esperava tamanho retorno, mas reconhece que montar a escola foi uma boa ideia, já devidamente registrada e com planos de expansão, diga-se de passagem. “Em casa, poucas mães têm tempo para ensinar. Mesmo para as meninas a rotina é apertada. Contratamos uma equipe de consultores e constatamos que não existia nenhuma escola desse tipo no Brasil e nem no mundo, mas quando inaugurei pensava em receber 10 ou 20 alunas. Em duas semanas já havia 150 matrículas e lista de espera. Hoje, mais de 500 meninas já passaram pela escola. Concluo que os pais têm gostado dos resultados e já estou montando uma nova unidade, em Belo Horizonte”, comemora.

E ai o que você achou da escola de princesas? Colocaria sua filha nessa escola?





Créditos
Postado Por:Kah As: quinta-feira, setembro 05, 2013 Sem Comentários
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